Eu estou deixando queimar, deixando desaparecer. Eu, que antes mergulhava em uma alegria mórbida, hoje mal tenho vontade de vestir a máscara. Eu, que, mesmo com um sorriso, ainda convivia com a dor nos olhos, deixei que esta me tomasse por completo. Não forçarei nenhum sorriso, não pedirei uma música animada para cantar contigo. Eu, que com uma piada boba cedia riso sem graça, permaneço coberta por meu lençol de fleuma rendada. E não espere pelo fim de mais uma de minhas crises, pois agora é o oco do osso. Agora é a pedra do fundo da areia, é a última lasca de uma caixa de madeira. Depois de tantos disfarces, você me tem. Sem limbo sobre a lápide, você me tem pura. Que assim seja.
theme por desesperançoso alguns detalhes por im-mutable.
Vamos brincar de roleta russa?




Ei, você que julga como fracos aqueles que se cortam. Que os rotula de loucos, depressivos, problemáticos. É, você mesmo, não finja que não é com você. Tenha coragem de assumir que já disse isso, sem pensar em quanto isso machucaria o tal “louco”. Você não sabe a história que o “problemático” pode carregar, você não sabe porque ele faz isso, você mal sabe o nome dele, quanto mais a história dele. Então, faça um favor pra mim, pra você, e pros “depressivos”, vai viver a sua vida e esquece da dos outros. 




“Passado é um buraco negro que arrasta suas melhores lembranças para si. É inevitável e até deprimente, ver seus melhores presentes sendo pouco a pouco sugados para o mais distante possível e serem substituídos pela saudade. Complicado deixar que partam, porque eles não voltam mais. E por mais que se tenha esforçado para aproveitar ao máximo, sempre falta alguma coisa, sabe? Sensação de incompleto. Você nunca se livra dela. Talvez por alguns momentos, talvez em alguma ilusão, mas você sempre vai se pegar lamentando pelo o que passou. Seja porque não foi feito da maneira esperada ou porque simplesmente passou. Sempre tem aquele apego que golpeou mais forte e que na hora de desgrudar, finca pé. Dá até dó de se desfazer de algumas peças tão raras, mas a necessidade grita alto que é necessário para prosseguir enquanto a nostalgia murmura baixinho que não devo esquecer. E devo admitir que pelo lado bom, gosto de lembrar. As coisas mais lindas que já vivi, estampam um sorriso recheado de orgulho e as coisas ruins deixaram grandes tatuagens permanentes preenchidas de lições grandiosas. Eu encho o peito pra descrever o que já vivi, porque apesar de não se representarem em uma quantidade significativa, foram de uma intensidade marcante. E tratando-se de passado, nada do que foi deixado para trás, foi tempo perdido. Tudo o que deixou rastro de lembrança, foi utilizado para meu próprio bem. Mas na maioria das vezes, é quase impossível reprimir o desejo de possuir uma máquina do tempo e me deliciar revivendo momentos passados. Muita coisa do que já ficou pra trás, me fez ter vontade de ficar por lá mesmo e ter sentido mais um pouquinho só. Sempre tive uma forte impressão de que as melhores coisas são as que possuem menor duração na nossa trajetória, mas apesar de lamentar tanto por isso, sei que elas são logo substituídas por outras que passam a ficar cada vez melhores. Quanto ás ruins, acho que se não demorassem tanto, viriam com mais freqüência. E ninguém suportaria. Mas concordando fielmente com o ilustre Cazuza O tempo não pára! —, e seguindo conforme a tradição, cada milésimo que for ultrapassado já será parte do passado que deixará um acumulo significativo na vida de quem soube aproveitar o presente entregue em mãos, afinal, passado sempre fica.” — Gabriela L. (T-rapeze)






1.0 Rony morreu aos 94 anos. Um mês após a morte do marido, Hermione faleceu. No boldo de seu casaco, um bilhete dizia: “Eu ouvi você. Me chamando. Sua voz, saindo pelo desiluminador, como um sussurro. Você me chamou, e eu soube que tinha que te procurar. E a proposito, é leviosa, não leviosar”.

dont-fuck-my-heart:

Porra que lindos!