Sim, é o fim do relicário. Mas em breve, há um novo projeto. Aguardem.
Feliz aniversário, Robert Anthony Plant.

Um dia como hoje, 20 de agosto de 1948, nascia Sir Robert Anthony Plant.
Hoje é seu aniversário, meu anjo. Um dia de Sol, um dia de Brom, pudemos ouví-lo chorar pela primeira vez. Não como faria na morte de Karac, não como faria em nossa frente. Pois para nós sempre foi brilho, meu querido. Meu, em absoluto. Mas aquele dia você chorou. O choro mais singelo, o choro de um deus dourado na terra do carvão. Pois sempre fora cantor, eu sei que sim. Um hippie, uma voz, uma libido viva. Obrigada por seu primeiro choro, e por todo riso que veio de teus olhos brilhantes. Obrigada por cada suspiro que de mim arrancou, obrigada por lembrar-me que quando a barragem rompe, você tem que se mudar. Obrigada. Obrigada por lembrar-me de perambular por aí, porque agora é a hora e a hora é agora. Obrigada pelo seu amor, por todo o seu amor. Obrigada por me ensinar a não confiar em mulheres que gastam meu dinheiro, levam meu carro. Obrigada por me deixar voltar, me deixar voltar, me deixar voltar para onde vim. Obrigada por deixar o Sol bater no meu rosto e estrelas preencherem os meus sonhos. Por trabalhar das sete às onze, todas as noites. Obrigada por deixar-me. Por ir para a California. Por vir da terra do gelo e da neve. Obrigada por falar comigo apenas com seus olhos. Por estar atordoado e confuso por tanto tempo. Obrigada pelos mil anos que se passaram. Por navegar as terras arenosas. Por dançar no escuro da noite. Obrigada por despedaçar meu coração. Pelos bons e maus tempos. Por andar um pouco comigo. Obrigada por não desistir de mim. Por trazer notícias que precisavam ser entregues. Obrigada por me ensinar que, mesmo que às vezes o curso mude, os rios chegam ao mar. E ensinar-me que a melhor coisa que você pode fazer agora é trocar um sorriso com alguém que esteja triste. Obrigada por mostrar-me que tudo que vive nasce para morrer. Pelo pássaro que assobia e pelo pássaro que canta. Por contar-me que o vento está chorando. Obrigada por, quando as minhas asas falharam, ter vindo a mim com um novo par. Pelo que é e nunca deveria ser. Pelo colapso na comunicação. Pelo salto da montanha nebulosa. Pelo oceano, por levá-lo para casa. Pela canção continuar a mesma. Obrigada pela garota de esquina. Pelo velho Cadillac. Por andar errante. Por anéis, pérolas, tudo. Obrigada pela estrela que não pode esperar pela noite. Pelo chão de matanças. Pelos dias dançantes. Pelas mesmas velhas canções. Obrigada por me mostrar que a hora dela está chegando. Pelo dia de celebração. Por Moby Dick. Por vir para casa. Pela culpa ser só sua. Por viajar na beira dos rios azuis. Obrigada pelos templos sagrados. Por se afastar para se salvar. Por até a Lua ter descido. Pelo vôo noturno. Pelo pedestal da forca. Pela mulher de black country. Obrigada por contar-me que os ventos da mudança podem soprar sobre mim. Pelo lado negro da montanha. Pela tapeçaria de couro na moda. Obrigada por me ensinar que só eu posso ser responsável por mim. Por não precisar ir. Por rastejar. Por descer pelo litoral. E por estar doente de novo. Pelo longo cabelo negro ondulado da garota que você ama. Pelo trem de 16 vagões (eu sempre soube que não era um trem). Obrigada pelo chá para um e pela torta de creme. Por contar ao mundo que estava feliz por estar vivo. Por saber que dói tanto. Obrigada pela hora de chorar, você tem que voar. Pela loja de doces. Por deixar os anjos rondando para mais. Obrigada por avisar-me sobre o lendário caçador de olhos. E por não encontrar a maldita ponte. Obrigada por correr para casa. Por tirar o chapéu para Roy Harper. Por Darlene. Pelas ferrovias do pobre Tom. Por me ouvir bater à tua porta. Por agitar, ter uma festa e por dançar até o fim do dia, por sairmos todos hoje à noite. Obrigada por algo mais. E pelos dias de escola. Obrigada por ir sempre me enganando. Por se recompor antes de perder sua mente. Pela loucura salvadora. E por contar-me que o homem das neves tinha derretido. Obrigada por avisar que cada dia é o mesmo quando você anda no chão. Pela Orleans real. Por Bron-Yr-Aur. Pelo espaço atrás do Sol. Obrigada por contar que o vulto atrás de mim é só um velho amigo. Por me mostrar no seu relógio que eram nove e vinte e um. Por fazer o trem continuar andando a noite inteira. Obrigada por inclinar-se para fora da janela, tentando fazê-la ouvir. Por sentir-se tão mal. Obrigada por ser minha emoção nas colinas de amora. Obrigada por ser minha escadaria para o paraíso.
Um dia como hoje, 20 de agosto de 1948, nascia meu deus dourado da terra do carvão.
w0rld-in-dismay asked: Gaab, teus textos dão ótimas músicas sabia ??? parabéns.... adivinha quem é ?
SHUAHUSHU Sério? Awn
Sei lá, eu já quis transformar vários deles em músicas, mas, como todas as minhas outras músicas… eu faço tudo e de repente esqueço COMPLETAMENTE de como era. E agora nem posso mais registrar, porque meu teclado deu pau. E sempre esqueço a letra antes de anotar. NINJAS MALDITOS, ESTÃO ROUBANDO MINHAS MÚSICAS. Mas se tu fizer uma música com algum deles eu quero ver, hein? séria/ muitoséria/
É A RAFA, NÉ? u_u Só ver foto do Green Day no tumblr que eu já sei que é a Rafa.
Anonymous asked: Sabe quem e né poeta??
Não sei não! KKKK JURO. Eu parei um tempão pra pensar, mas nada…
Anonymous asked: o novo theme ta bem bacana ,foi você que fez?
Obrigada! Não fui eu não. KKKKK Peguei mesmo. Na cara de pau. Tem os créditos lá. KKKKKK
É que eu curto fazer themes, layouts e tudo o mais… MAS DÁ UM TRABALHO QUE PUTS… Tu não imagina.
Anonymous asked: Meu. Irmão. Uma. Vez me disse que eu mesmo me machuco mas eu. Me. Machuco porque o mundo me machuca
Ei, ei, ei. O mundo é incrível. Mas o mundo também é cruel, doce. O mundo faz tu pagar um preço caro. Pra crescer, né? E parte desse crescer é reconhecer que… o mundo sempre vai te machucar. Só que tu é forte o suficiente pra reconhecer que enquanto ele tenta provar que tu não tem força, tu tem que mostrar pra si mesmo que tem.
Mas ninguém é forte o tempo todo. E por isso eu tô aqui. Mas não te machuca. Não te machuca, doce, que o mundo é desse jeito. E ele não vai mudar por ti. Tu que tem que se adaptar a ele. É a lei de Darwin.
Anonymous asked: Nem sei mais. Tem dias que sao nublados outros o brilho queima. Tanto que me faz chorar sabe poeta..
E o que te faz chorar, doce? É tu ou esse mundo feio?
Anonymous asked: E poeta. A vida nao ta fácil :/. Mas e ai que saudade tos seus textos ...
Tem textos a caminho! Juro! Haha!
Por que não tá fácil, doce? Me conte.
O dia não brilha mais ou o brilho machuca?
Anonymous asked: Poeta porque nao me responde mais ?
Eu não recebi ask nenhuma aqui. =( Sério.
Ás vezes o tumblr dá essas piras. Tenta mandar de novo.
Desculpa.
Anonymous asked: verdade que você escreveu um texto para a Roberta Victória, por que? ela é uma escrota.
Escrevi. E eu não quero tua opinião sobre a Vick. Sabe o porquê? Você não conhece ela. Ninguém conhece. Mas eu conheci o suficiente pra saber que ela é muito mais incrível do que vocês pensam. Aos meus olhos, ela é linda. Ela é forte, ela é única, ela é especial, diferente. Eu a adoro. Ela me foi inspiração pra escrever, então com certeza algum brilho diferente ela tem. A Vick é muito importante pra mim. Eu sei quem pensa diferente, e me são válidos alguns argumentos deles, tudo bem. Mas a sociedade adora colocar faixas, e isso é ridículo. “Essa guria fez isso e isso que eu não gostei, então vou nomear ela chata e acho que nela não tem nada de bom pra aproveitar.” Fazem isso com todo mundo. Positiva e negativamente. Mas, como eu digo SEMPRE, todas as pessoas tem a capacidade de serem incríveis. Você só precisa descobrir o que faz cada uma diferente de todas as outras.
O texto sobre ela é o que começa com “Ela e seus cachos de princesa…”, ou algo assim.
Anonymous asked: Pode brincar o quanto quiser mas sempre te acharei a minha bela poeta. Amei as fotos dos ultimos textos por falar neles, voce escolheu elas porque? elas te lembram alguem?
Oi, doce! Bem, a minha maior inspiração pro texto das meninas do Sul foi a Melina, como eu disse. E a foto é ela e a amiga dela, a Lu. E aquela foto, bem… o texto inteiro girou em torno dela. Acho que reflete muito bem o clima, a ideia do texto. Sou apaixonada por essa foto!
E a segunda não representa muito além da ligação. Mas é mais que isso… Tem um clima completamente vintage e tal. Sai um pouco da ideia do contato pela internet, vai pra algo bem mais interior, introspectivo. Acho que eu queria buscar esse clima de um contato a distância mais introspectivo no texto.
Acho que é só isso. Nada, no mais. Me lembram de ninguém não. Por que, deveriam? risos/
Anonymous asked: e ai poeta posso saber para quem foi os ultimos dois textos?
Não sou poeta não. Só brinco de vida.
O último foi para todas as meninas do Sul. Elas me são tão lindas e especiais! Diferentes de todas as outras. Mas confesso que me inspirei muito na Melina Souza (melinasouza.com), sulista linda aqui de Curitiba mesmo! Ainda sonho em conhecê-la.
O penúltimo foi para um amigo importante do qual eu me afastei, o Marlon. Por isso que é “uma situação que não mais existe” - tá nas tags. É um texto um tanto antigo! De Abril, Maio, por aí… Só ficou muito tempo estacionado nos meus rascunhos.

Que é de mim sem as meninas do Sul? Dançando em seus sapatos de veludo vermelho, ombros soltos e sorriso que o canto da boca deixa escapar. Sorriso de passarinho que me chega na janela, cantando com a aurora sutil na casca das árvores, na casca do asfalto. E lá vem elas, rodando o vestido pelas ruas, tropeçando nos boeiros, tropeçando nas formigas. Brincando de viver, pele branca de neve que lhes caiu como véu na doçura. Contendo as mãos, olham de soslaio o pingo da chuva que chora. Guardando pedrinhas debaixo do casaco, tocando poças de água, mas não tocando gente. Pele, pele que escorre calor. Vida sana. Elas sabem, brinco escondido pelos cabelos, que a sanidade pode ser assustadora. Por isso que escondem na bolsa o nariz gelado de um cachorro! O sol as fere, eu sei. A elas é caro apertar os olhos para dançar. Pois chocolate quente queima no sol, e a doçura deu-lhes pontas nos pés. E eu, sombra, roubo-lhes um giro, uma dança, brincando de viver, de ser, de ventar. Que é de nós sem as meninas do sul? Cada mordida nervosa nos lábios, uma nova manhã de geada. Relicário de Promessas

Eu não diria que sou um poço de instabilidade. Nessas minhas idas e vindas, eu mudei. Eu, com alguma repulsa, admito que mudei. Eu sangrei, eu cresci e corri de volta para meu quartinho de jorrar lágrimas. Eu cresci o bastante para abandonar meu refúgio, mas não quis. Estava tão in-con-for-tá-vel-men-te entorpecida. Instavelmente estável. É como quando não encontra uma posição confortável para se deitar no sofá, então continua sem jeito, os pés tortos. Há de se acostumar, uma hora todos dormimos.
Então, surgiu você. Com a palavra de algo novo, algum lugar ao sol onde eu pudesse moldar o nada. Eu era um poço de frustrações e veio você. E bagunçou tudo para algo melhor. E é tão bom, porque todos me emprestaram a força, vendo que eu não mais a tinha, mas ninguém me fez criá-la. E você sim, você vê algo constante e diferente e tão igual. É que… você me ligou naquela tarde vazia. E me valeu o dia. Relicário de Promessas
FAQ abandonada cheia de teias de aranha…
Gabrielle Cristina, curitibana orgulhosa.
Poucos anos. Porque ano é número e tempo, e tudo isso é um compasso. Não gosto de compassos.
Escorpiana de 18 de Novembro com ascendente em áries e lua em escorpião.
Pulsa rock pelas veias, mas ama indie e MPB.
Fissurada em filmes cults.
Admiradora de Agatha, fã de Machado. Se bem que nem tenho lido muito nos últimos tempos…
Gabrielle Cristina, curitibana orgulhosa.
Carrega drama e exagero guardados nos dedos, escreve por egoísmo e não sabe girar na ponta dos pés.
Gosto de panquecas com brigadeiro de panela.
